não amo o corpo de ninguém
sem que lhe ame os gestos,
as virtudes e defeitos,
os sorrisos e trejeitos.
não amo o corpo de ninguém
sem interesses que são seus,
que não seja de verdade
em força e fragilidade.
confunde-me quem me quer
e me olha com interesse
confunde-me os sentimentos
abala-me os pensamentos.
entre mimos e caprichos
não distingo com clareza
tomo um banho de vaidade
dou por certa a incerteza.
não te minto no sentir
julgava que te queria,
se amava por ser amada
no momento não sabia.
segunda-feira, 23 de março de 2020
domingo, 22 de março de 2020
aquela pedra sem polir
quis guardá-la para mim,
limpei-lhe a terra que trazia
e cuidei dela assim.
tinha laivos de granito,
um tom escuro cativante,
aos meus olhos tinha brilho
e o valor de um diamante.
certo dia, de repente,
parecia mais pesada,
eu não queria abrir mão,
mas acabei por deixá-la.
penso em como estará,
se ficou no chão quebrada.
jamais quis abandoná-la,
serei um dia perdoada?
há pedras que vem e ficam,
há pedras que vem e vão.
as que tenho, vou estimá-las,
as que foram ainda cá estão.
quis guardá-la para mim,
limpei-lhe a terra que trazia
e cuidei dela assim.
tinha laivos de granito,
um tom escuro cativante,
aos meus olhos tinha brilho
e o valor de um diamante.
certo dia, de repente,
parecia mais pesada,
eu não queria abrir mão,
mas acabei por deixá-la.
penso em como estará,
se ficou no chão quebrada.
jamais quis abandoná-la,
serei um dia perdoada?
há pedras que vem e ficam,
há pedras que vem e vão.
as que tenho, vou estimá-las,
as que foram ainda cá estão.
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